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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

New York, I Love You – Day 5 – The last day

O último dia de uma viagem é sempre carregado de alguma melancolia. Uma saudade antecipada do que se vai deixar para trás. Uma saudade incontrolável de quem espera por nós. E sempre a incerteza sobre se a viagem de regresso irá terminar bem. Depois de sermos pais, penso que o maior medo é o de nunca mais voltarmos a ver os nossos filhos. Durante esta viagem pensei nisto milhares de vezes.
Há que abandonar o hotel até ao meio-dia. Faço o check-out por volta das nove e peço para me guardarem a mala até às 13h, altura em que terei obrigatoriamente que partir rumo ao aeroporto. Entretanto, ainda tenho tempo para tomar um café, dar mais um passeio e almoçar perto do hotel. Decido experimentar o “Bubba Gump” – um restaurante inspirado no filme de 1994 “Forrest Gump”, brilhantemente protagonizado por Tom Hanks, merecidamente galardoado com um Óscar da Academia. Este restaurante, cuja especialidade é marisco, oferece um vasto menu de iguarias, desde o camarão frito a uma fantástica sopa chamada “Old fashioned New England Clam Chowder”. Um sítio muito agradável que recomendo visitar. And it’s time to say goodbye. Não me consigo despedir da Big Apple sem pensar já no regresso e no que ficou por conhecer. Da próxima vez, quero ver um espectáculo na Broadway, quero visitar a estátua da liberdade, explorar o Museu de Arte Moderna, pernoitar no Waldorf Astoria, circular pela cidade numa limousine… (Isto já sou eu a sonhar alto). Tudo é possível. Em Nova Iorque tudo pode acontecer. E eu quero lá voltar. Sempre. Até ao último dos meus dias.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

New York, I Love You – Day 4

Acordo para o quarto dia quase sem sentir as pernas. Conhecer boa parte da cidade sempre a pé começa a abalar, ainda que de forma ligeira, a minha resistência física. Nada que possa fazer esmorecer o entusiasmo crescente que esta cidade desperta em mim. Hoje vou à zona chique. Subo a famosa 5ª avenida em direcção ao Central Parque. Pelo caminho, vou parando embasbacada frente a algumas imagens que sempre inundaram o meu imaginário, graças ao que vejo nos filmes. Passo em frente ao Waldorf Astoria, o hotel mais emblemático da cidade, a par com o Plazza. Vislumbro lustres que caem dos tectos das suites centenárias e sonho um dia voltar a Nova Iorque, podendo pernoitar num destes palácios onde se pode alugar um retiro de luxo por uma ou várias noites. Começam a surgir as lojas dos grandes criadores. Passo pela casa Channel, Louis Vuitton, Dior… As lojas têm à porta seguranças disfarçados de mordomos, o suficiente para afugentar qualquer curioso cujo recheio da carteira não cumpra os requisitos necessários para entrar na loja e sair com um saquinho que seja.
Entro no Central Park e decido parar uns minutos junto ao lago. O frio dos últimos dias transformou-o num espelho gelado. A paisagem, em tons de cinza, é triste, mas ainda assim muito bonita. As árvores despidas de folhas anseiam pelos dias mais quentes. Curioso – penso – as árvores, ao contrário das pessoas, despem-se no Inverno e resguardam-se de folhas em pleno Verão. Nuas. É assim que estão agora todas as árvores do Central Park, onde pessoas correm, crianças brincam e os esquilos saltitam, exibindo-se à nossa frente, de quando em vez.
Chego ao Metropolitan Museum of Art. Um dos museus que me falta visitar em Nova Iorque. Da última vez, estive no Guggenheim e no Museu de História Natural – dois marcos da cidade. Maravilhosos e inesquecíveis. Não me apetece assim tanto ver museus. Não que não esteja interessada em descobrir os fantásticos tesouros expostos aqui, mas porque não foi esse o propósito da minha viagem. Interessa-me mais andar nas ruas, ver pessoas, observar rotinas, entender hábitos e costumes. Gosto de pessoas, mais do que dos seus feitos. Gosto de observar e tentar compreender a essência de cada ser humano. Cruzar semelhanças e diferenças e tentar chegar a conclusões.
Saio do museu, duas horas depois. Novo passeio a pé e a fome aperta. Quero reencontrar um bar Grego onde comi um inesquecível hambúrguer de Búfalo há cinco anos atrás. Não encontro esse, mas descubro outro. Tão bom ou melhor. Delicio-me. Nem sou grande fã de hambúrgueres, mas este está soberbo. É de comer e salivar por mais. Mas o meu dia de pecados gastronómicos não termina por aqui. Ainda não comi um único doce desde que cheguei. Guardei-me para algo que me faça perder a cabeça e cometer o pecado da Gula. Passo por um bar chamado Lindy’s, que anuncia num reclamo luminoso frontal “the world famous cheesecake”. Está decidido. Vou cometer aqui o meu pecado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

New York, I Love You – Day 3

Cabem muitas cidades dentro da cidade de Nova Iorque. Hoje vou explorar uma dessas “cidades”. Apanho um Yellow Cab – um típico táxi nova-iorquino – e indico como destino a Canal Street, junto à Chinatown. Não foi por acaso que assim foi baptizada essa zona da cidade. Um emaranhado de prédios baixos, lojas e letreiros com caracteres chineses desenhados lembram-nos que estamos em território de uma tribo alheia. Uma numerosa comunidade de imigrantes chineses que assentou arraiais na zona baixa da Big Apple.
Desço do táxi e, ainda antes de conseguir assentar o pé direito no chão, sou abordada por uma senhora chinesa que literalmente me esbarra a passagem. Repetindo continuamente, num inglês mal arranhado, “purse, wallet, Louis Vuitton”, enquanto exibe uma folha impressa com vários modelos da marca, persegue-me ainda uns metros até desistir de me vender o que quer que seja. Enquanto circulo pelas ruas, vai passando por mim, em câmara lenta, uma sequência quase interminável de lojas de bugigangas, especializadas na venda de imitações perfeitas de relógios de marca. Na Chinatown, em Nova Iorque, quaisquer 50 dólares são suficientes para adquirir um Rolex ou um Pateck Philip que poucos vão perceber que não é verdadeiro. Um luxo pobre, de quem se contenta com pouco. Um momento de felicidade quase infantil para quem sabe de antemão que dificilmente chegará um dia a ser rico.
Antes de começar a investigar qual dos restaurantes reúne a minha preferência para o almoço, ainda descubro umas lojas que me convidam a entrar. Peixarias de rua, onde está exposto peixe com um aspecto tão fresco que dá vontade de comer cru. Ervanárias, onde se vendem latinhas de muitos chás especiais, com destaque para o de Jasmim. Ourivesarias, recheadas de diamantes e figuras de marfim. Pequenos quiosques que vendem um pouco de tudo, desde fotografias lindíssimas de Nova Iorque, até cachecóis de seda e caxemira.
Para o almoço escolho umas gambas salteadas com aipo, cogumelos e castanhas de caju. Estão deliciosas e já só penso no que irei descobrir quando sair dali. Num ritual típico dos restaurantes da Chinatown, não me retiro sem antes abrir um bolinho da sorte e ler a mensagem que me foi destinada.
Pode ser que se concretize. Para já, vou seguir em frente e ver se é desta que consigo tirar umas fotos junto da mítica Brooklyn Bridge.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

New York, I Love You – Day 2

Tento fingir que o jet-lag não passa de uma expressão chique inventada por quem viaja muito, mas a verdade é que são cinco da manhã em Nova Iorque e não consigo mais pregar olho. Em Portugal, o relógio marca mais cinco horas e o Sol já vai alto. Tenho tempo para pensar em quem deixei para trás. Os mesmos que estarão à minha espera quando regressar a casa. Desisto. Se não consigo dormir, o melhor é aproveitar o dia que desperta do lado de fora da janela.
Às sete da manhã, quando saio do hotel, estão 6º C negativos e penso nunca ter sentido tanto frio na minha vida. O frio glaciar soprado pelo vento gela-me o rosto, mas não é suficiente para arrefecer o meu entusiasmo. Preciso urgentemente de um bom pequeno-almoço para retemperar energias. O bar da esquina oferece um extenso buffet e apresenta-se como um refúgio para escapar por uns minutos ao frio que me persegue.
Hoje é dia de shopping. Um dos grandes atractivos de Nova Iorque nesta época do ano. Estão a decorrer os chamados “after Christmas sales”, onde se encontram verdadeiras pechinchas, sobretudo no vestuário e na electrónica de consumo.
Desço a 7ª avenida e parto à descoberta do Macy’s, que é uma espécie de Harrods de Nova Iorque, mas ainda maior. O edifício ocupa um quarteirão inteiro e não há forma de não nos perdermos lá dentro. Chego a ficar cansada só de pensar onde procurar aquilo de que preciso. Experimento umas peças de roupa, torço o nariz a outras tantas que já não passam de trapos, depois de tanto serem mexidas e remexidas por umas belas centenas de pares de mãos. Mas os descontos de na casa dos 40%, mesmo em grandes marcas, a somar ao excelente câmbio do dólar, compensam qualquer desconforto causado por tanta balbúrdia.
Uma hora depois de ter entrado, sinto-me exausta e preciso sair para respirar. Atravesso a rua e vou explorar a loja GAP mesmo em frente. A GAP é quase um ponto de paragem obrigatória, sobretudo se tivermos em mente a compra de roupa divertida e acessível para os mais pequenos. Adorava poder levar comigo tudo o que encontro, mas infelizmente o tamanho da mala, as restrições alfandegárias e o meu budget limitado não o permitem. Limito-me a fazer uma selecção do que é mais essencial e saio com um saco cheio de mimos para a minha pequena.
Paro para almoçar num sítio que me parece decente, tanto no aspecto quanto no preço. O Martinique é um café-restaurante com um toque decorativo estilo francês que recomendo vivamente. O resto do meu dia resume-se a shopping, shopping e mais shopping, enquanto vou descobrindo as ruas da cidade, passeando sempre a pé.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

New York, I Love You - Day 1

Aterro no Newark Liberty a meio de uma tarde fria de Janeiro. Apesar da baixa temperatura, o céu está limpo. Pela primeira vez, antes do trem de aterragem raspar o solo, consigo avistar os arranha-céus que me acenam do outro lado do rio Hudson.
As dezenas de passageiros que há instantes entupiam os estreitos corredores do avião, vão saindo a conta-gotas pela manga que se estende até ao interior do aeroporto. Os semblantes espelham alívio e liberdade. Terminou finalmente o cativeiro de quase sete horas sobre as nuvens. A claustrofobia latente dá lugar a uma onda de libertação. Esta sensação de liberdade dura não mais que uns breves segundos - uma fila quase interminável aguarda por nós nos serviços de imigração. Decorrida uma meia hora e ultrapassada a barreira fronteiriça, recheada de interrogatórios e digitalizações de palmas de mãos e dedos polegares, consigo avistar a rua e entrar num dos muitos táxis que anseiam pôr o taxímetro a facturar.
O taxista negro que me conduz exibe orgulhoso, na pala esquerda, uma referência ao seu país de origem. Estava longe de imaginar, tal como eu, que àquela hora um enorme sismo abalava a terra que o viu nascer. Cinco letras coloridas emergiam da pala em napa preta – Haiti. Ironia do destino. Não fosse ter ligado a CNN umas horas depois e ouvido a trágica notícia, jamais me teria lembrado do taxista haitiano que me descarregou no centro de Manhattan, à porta do Time Hotel, no cruzamento da Broadway com a 49th Street.
Descarrego as malas, alivio a bexiga e saio para a rua sem perder tempo. Estou novamente em Nova Iorque e, sem demoras, quero tomar o pulso à cidade. Dobro a esquina e lá estou eu novamente, quase em êxtase, no meio da Times Square. Rodopio a 360º e o meu olhar perde-se por entre a multidão que passa. O brilho das luzes intermitentes dos mega reclamos luminosos ofusca-me e ao mesmo tempo hipnotiza-me. É amor à primeira vista. Apaixonei-me da primeira vez que visitei Nova Iorque. E agora, é como que um regresso aos braços da pessoa amada, depois de uma longa e sofrida espera. New York, I Love You. And I always will.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Resoluções de Ano Novo

Este ano, decidi ser diferente. Não comi 12 passas. Nem pedi 12 desejos ao som das 12 badaladas. Decidi que nem tenho assim tantos desejos para pedir. Afinal, o que posso querer mais da vida do que o que já tenho. Sinto-me tão feliz com o que sou e com o que tenho, que pedir mais me parece puro egoísmo. Prefiro guardar os pedidos extra para aqueles que verdadeiramente precisam deles. Tenho saúde, dinheiro Q.B. e amor para dar e vender. Uma família que me ama e protege. Uma casa bonita e confortável numa das regiões mais desejadas do país. Enfim, tenho mais que o essencial para ser feliz. Desejo apenas viver um dia de cada vez e esperar que a vida me surpreenda. A vida já me ensinou que é esta a atitude certa. Quando esperamos tudo da vida, ela nada nos dá. Quando não se espera nada, tem-se tudo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um dia perfeito

Hoje é Domingo. O primeiro dia de uma nova semana. Mas é como se fosse o dia zero, porque ao Domingo não há compromissos. O despertador não toca. O stresse matinal está de folga. O trânsito partiu para parte incerta. Não há reuniões, nem negócios importantes para selar. Hoje é dia de festa. É dia de tomar o pequeno-almoço à mesa. De rebolar nos lençóis fresquinhos e enterrar a cabeça novamente na almofada após o pequeno-almoço. De nos deixarmos afogar numa lassidão sem culpas. É dia de levar meia hora no duche a cantarolar. É dia de estrear roupa domingueira e sapatos novos. É dia de almoçar em família durante horas e horas. É dia de passear com os filhos e ter tempo para os ver saltar e sorrir. É tempo de termos tempo para reparar na sorte que temos por estarmos vivos e sermos gratos por isso. Hoje é Domingo. Hoje é um dia feliz. Hoje é um dia perfeito.

Fazer amigos

Não sei muito bem porquê, mas nunca fui muito boa a fazer amigos. Talvez por ser reservada. Talvez por ser prudente. Talvez por ser desconfiada.
Mas já vivi grandes momentos com pessoas a quem passei a designar por amigos. Dei-me por inteiro, partilhei o impartilhável e acabei por sofrer. Ao perceber que um dia, no dia em que mais precisava, eles não estavam lá. Estavam longe, demasiadamente ocupados com os seus problemas para perderem tempo com os meus. E senti-me muito só. Mais só do que se nunca tivesse tido amigos. Porque tê-los mas eles não estarem lá, no momento certo, para o que der e vier, é o mesmo que nunca terem existido. E então, a desilusão dá lugar à dor, que dá lugar à indiferença, que dá lugar ao prazer da solidão. Começo a gostar de estar só. O gosto vai virando vício. O vício transforma-se numa silenciosa dependência. E chego ao ponto em que me sinto mais acompanhada quando estou só. E lembro-me de alguém especial me ter ensinado um dia: “ A pior solidão é a ausência de nós próprios”. Relembro estas palavras e descubro como são sábias. Hoje sei que me basto para me fazer companhia. Desde que esteja bem comigo, sou a melhor companhia que posso desejar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Medo do escuro

Confesso: Tenho medo do escuro. Só de pensar em apagar a luz, o sono foge. E sem pedir licença, o medo deita-se na cama comigo.
Descarado, sem vergonha, seduz-me com palavras meigas e lenta e silenciosamente vai-me penetrando. Contra a minha vontade.
Sinto-me violada. Ele vai entrando em mim e eu não quero. Mas, no entanto, deixo. Vou-me deixando consumir pelo medo.
Tento reagir. Apago a luz. Está tudo escuro. Vejo sombras, vultos. Sinto um bafo quente, oiço passos. Quem será? Tenho medo. Não vejo nada nem ninguém. Estou apavorada.
Luto, resisto. Não consigo. É mais forte do que eu. Acendo novamente a luz. O medo vence a batalha e sorri para mim. E eu, para não dar parte fraca, opto simplesmente pelo desprezo.
Fecho os olhos e adormeço. De luz acesa. Sempre. Sempre que me sinto só.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Quarto de hotel

Adorava morar num quarto de hotel. Numa suite presidencial 5 estrelas. Daquelas onde os líderes mundiais pernoitam entre cimeiras.
Regressar todos os dias a um sítio meticulosamente limpo e arrumado, onde o conforto paira no ar. Onde a cama está sempre feita, onde os lençóis estão sempre imaculadamente brancos.
Pedir o jantar pelo telefone, saboreá-lo tranquilamente sem me preocupar em cozinhar, limpar ou arrumar o que quer que seja.
Mandar recolher a loiça suja e descansar sem mais me preocupar com nada.
Pedir à recepção que me desperte à hora certa e ser recebida pela manhã com um pequeno almoço repleto de iguarias deliciosas preparadas de antemão por alguém.
Pedir mais café se me apetecer e partir para o meu dia de trabalho com a leveza de espírito que sempre desejei.
Acabar com as demoradas idas ao supermercado, que apenas roubam tempo e dinheiro.
Ter tempo - o maior luxo de que se pode usufruir - e aproveitá-lo a meu bel-prazer.
Ler, escrever, devorar cinema, viajar e viver. Aproveitar cada segundo livre do meu dia para viver a vida fazendo o que mais me dá prazer.
Conforto - a minha palavra preferida - e qualidade de vida - aquilo que busco acima de tudo.
Quero viver a vida, o melhor que posso e o melhor que sei, sempre ao máximo, sempre no limite.
É preciso estar sempre a aprender, é preciso saber viver. Um dia de cada vez, até ao último dos dias.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Falta de inspiração

Ligo o PC. Começo a teclar, mas não me ocorre nada.
Estou cheia de palavras e vazia de assuntos sobre o quais me apeteça desabafar.
Cansaço, preguiça, ou talvez um misto de ambas.
Mesmo assim, vou contrariar esta inércia e continuar a escrever.
Porque mesmo o facto de não me apetecer escrever sobre nada é por si só um tema válido para umas linhas.
Estou sentada frente à TV a ver lamechices. Não tenho vergonha de o admitir.
Paro, penso e continuo a teclar. Abateu-se sobre mim um súbito vazio de ideias que me deixa apavorada.
Terei perdido o meu Dom? Mantenho a calma. Talvez seja apenas um bloqueio cerebral momentâneo.
Vou ficar à espera que passe depressa. Enquanto isso, vou continuar a escrever coisas sem nexo.
Escrever só por escrever. Escrever só porque gosto!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A viagem

Todas as manhãs saio de casa e retomo a minha viagem. Entro no carro e entrego o volante ao meu destino, deixando que ele me guie sobre as linhas que, a tracejado, vão surgindo no caminho. Não sei bem para onde vou, mas hei-de lá chegar. Algures onde a minha presença é necessária. Missão cumprida, retomo a estrada e sigo viagem. Será longa, será curta? Nunca sei. Apenas quero e desejo sempre seguir em frente e fazer uma boa viagem.