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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Opinião # 1

Jornal J - Juventude, Artes e Ideias - Município de Olhão - Edição 15 de Setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Para onde vão os guarda-chuvas

"Para onde vão os guarda-chuvas", Afonso Cruz, Alfaguara
Demorei uns três meses a ler este livro. Não que fosse aborrecido, mas demasiado extenso para os meus curtos tempos livres. O tamanho e peso da obra também não fazem dela a melhor companhia de passeio: 620 páginas de papel ainda pesam. Já sei, há os e-books… Mas ainda não consegui converter-me. Não há prazer igual ao de folhear e cheirar papel. Agora, o conteúdo. Não destaco o tema, mas o estilo. Afonso Cruz joga xadrez com as palavras. Põe e dispõe delas com a inteligência de um jogador de tabuleiro. A sua escrita é gráfica, feita de explicações desenhadas, ora preto no branco, ora vice-versa. O autor repete-nos incansável, como um aviso: tudo na vida são contrastes: “lágrimas seguidas de risos, euforias precedidas de desgostos”. Este escritor, que integra a nova geração de ouro da literatura portuguesa, é já um monstro literário. Num tom muito próprio, usa uma voz grossa para nos gritar palavras meigas. É senhor de uma escrita sem regras. Solta o freio às palavras e deixa-as conjugar-se de forma selvagem, contando uma história lógica de uma forma por vezes abstracta. Longo mas nada maçador, “Para onde vão os guarda-chuvas” é uma leitura obrigatória para quem gosta de ler mas, essencialmente, para quem gosta de escrever e procura um autor de referência que lhe sirva de inspiração. De que fala o livro? De um Oriente efabulado onde um pai que perde o filho tenta sobreviver à perda adoptando outra criança...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Férias para sempre

Eu e tu, em 1980.
Há quem parta sem dizer adeus. Não por indelicadeza, mas por desconhecimento. Ninguém pensa fazer uma viagem só de ida. Voltar está sempre nos planos de quem vai a algum lugar. Regressar a casa e aos braços de quem nos espera sempre, faz parte do prazer de ir. Mas, desta vez, foste e não voltaste. Estavas de férias em Espanha e essa será para sempre a tua última memória. Imagino-te feliz, a falar sempre muito com um sorriso maior que o rosto. Tento recordar-me da última vez que nos encontrámos, sem nunca pensarmos que fosse a última. Eu acabava de ser mãe e tu nem querias acreditar como o tempo voa. Com a minha filha nos braços, olhavas-me recordando-me com cinco anos, quando fui ao teu casamento. Tínhamos vinte anos de diferença, mas não se notava. Talvez por eu parecer mais velha, talvez por tu manteres um corpo e um espírito sempre tão jovens. Eras fresca e iluminada. Raiavas alegria por onde passavas, mesmo que chorasses por dentro. Tu, São, eras assim… Um rosto de menina alegre. E assim quero eternizar a tua memória, ignorando os destroços do carro desfeito que te roubou a vida. Alguém terá dito que “a vida é uma festa que às vezes acaba cedo demais”. Infelizmente, foi o caso da tua.  

Em memória da São e do Sérgio

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Mulher (im)possível


Desejo-me sábia e serena
A mulher dos teus sonhos
Com voz fluente de pausas
E olhar firme de certezas
A tocar-te com palavras
Feitas de pele macia
Não serei mais a tempestade
Que irrompe na madrugada
Serei só um corpo em brasa
Um incêndio em teus lençóis
Serei sempre a tua casa
Serás sempre a minha âncora
Juntos seremos heróis 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014