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| Jornal "Dica da Semana", edição regional Algarve, 27 de Novembro de 2014 |
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Reportagem # 26
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RIAS
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Reportagem # 25
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Trapilho
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
O essencial e o possível
Num tempo em que tudo é urgente, em que tudo são impossíveis, garantir o essencial parece tão pouco. Na verdade, é escusado fazer grandes planos, a vida encarrega-se de levar-nos à deriva de constantes imprevistos. O melhor é deixarmo-nos levar, com leveza, flutuando sobre a maré de acontecimentos. Quando a saúde é uma emergência, tudo o que era para ontem fica adiado para um dia destes, para quando for possível. Numa vida limitada aos serviços mínimos, garantir o conforto de quem amamos, cuidando e protegendo a nossa razão de viver, é o essencial. Sendo possível garantir o hoje, o amanhã pode sempre esperar.
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Vida
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Reportagem # 24
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terça-feira, 21 de outubro de 2014
Reportagem # 23
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Os gatos não têm vertigens
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| "Os gatos não têm vertigens", António Pedro Vasconcelos, 2014, 124 minutos |
Um grande filme. Um dos melhores do cinema português a que assisti nos
últimos anos. Repleto de emoções fortes do princípio ao fim, sem nunca se
aproximar do lamechas. A lágrima só nos vence pela beleza das mensagens. Uma
improvável história de amizade nascida entre uma viúva solitária e um jovem delinquente
que nunca conheceu o amor de pai nem mãe. Um encontro feliz gerado pelos acasos
menos bons da vida. Antes de se tornar o melhor amigo de Rosa (Maria do Céu Guerra), Jó (João Jesus) descobre no
terraço do seu prédio a vista mais bonita de Lisboa. Uma paisagem que o inspira
a desabafar com o papel os infortúnios dos seus dezoito anos, marcados pelo
abandono da mãe e pelos maus tratos do pai alcoólico. Por nunca ter conhecido o
bem-querer, é com desconfiança que Jó recebe sempre o amor fraterno de Rosa. “Porque
é que me tratas bem?”, questiona-a, depois de já a ter roubado. Todos precisamos
de alguém. Esta é a lição maior que nos fica. No fundo, somos todos gatos em
busca de um telhado firme onde possamos adormecer em segurança. Sem querer
adiantar muito, o reencontro final entre o falecido marido (Nicolau Breyner) e Rosa é capaz de tocar até
os mais insensíveis. Ao som do tema “Clandestinos do Amor”, de Ana Moura, o casal troca juras eternas: “Um instante sem ti é uma eternidade”. Candidato
português aos espanhóis Goya, “Os gatos não têm vertigens”, de António Pedro
Vasconcelos, merece ser visto e premiado.
Oiça o tema "Clandestinos do Amor"
Veja o trailer
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Os Maias
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| "Os Maias", João Botelho, 2014, 135 minutos |
Sinopse,
trailer, actores e muito mais, aqui: http://www.ardefilmes.org/osmaias/
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Reportagem # 22
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014
A mulher de 35 anos
Esperavas aqui chegar uma senhora
de saltos altos, mas dás-te conta que ainda és apenas uma menina em bicos dos
pés, tentando revelar talentos. Já não corres como aos vinte; o corpo deixou de
acompanhar a pressa dos sonhos por realizar. A espera tem agora a serenidade
que só a idade ensina: tudo tem o seu tempo. Não adianta desejar o que não
estamos preparados para receber. Quando já esperavas só certezas, sobram-te as
dúvidas. Paras mais vezes para pensar, mas a dificuldade reside numa questão
sem resposta: é o mundo que muda depressa demais ou teu pensamento? Mil ideias,
mil vontades, mil vezes mil pensamentos te invadem a cada instante. O que está
certo ou errado, já devias saber de cor. Não te aflijas! Ninguém sabe ao certo,
ainda que diga que sim. A vida é esta constante aprendizagem que não se limita
à infância. No que toca a saber viver, somos crianças até à morte. Ao chegares
aqui, o amor já deveria ser aquele lugar seguro aonde não chega o medo.
Gostavas que fosse terra firme, pegada certa num só chão. Mas o amor é feito de
emoções movediças, num vaivém de marés que arrasta sentimentos definitivos. Com
cada vez menos porquês, já entendes que há pessoas que são lições de vida. Entram
em nós para revelar caminhos, para nos espelhar defeitos a corrigir. E podem
ficar uma vida ou partir depressa. O tempo da aula depende do tamanho da lição.
Estás a meio de um caminho sem volta. Se, por um lado, sobes tentando atingir
um topo, por outro, estás cada vez mais perto da meta final. Por isso, pensas:
vai mais devagar. Contempla mais, respira mais, sente mais. O caminho não
te foge. E mesmo que tenda a desviar-se, haverá sempre um atalho de reencontro
mais adiante. És uma mulher de trinta e cinco anos. Rosto de menina com traços vincados de senhora. Atitudes infantis com requintes de adulto. Medos humanos
camuflados numa força bruta animal.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Reportagem # 21
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Opinião # 1
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
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