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| Jornal "Dica da Semana", edição regional Algarve, 5 de Março de 2015 |
domingo, 8 de março de 2015
Reportagem # 37
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sábado, 7 de março de 2015
Serpentina
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| "Serpentina", Mário Zambujal, Clube do Autor |
Um
romance breve e ligeiro, de enredo simples, escrito com a mestria de um senhor
das letras. É assim este “Serpentina”, o último livro do escritor português Mário Zambujal, que
acabo de ler. Não há nada de forçado ou artificial na escrita do autor. A sua linguagem
tem a frescura de uma mente juvenil, trocando por miúdos os pensamentos mais complexos.
De leitura rápida, em capítulos curtos, “Serpentina” narra as peripécias de
Bruno Bracelim, um argumentista de séries televisivas “na demanda da bela sem
senão”. Irá ele encontrar a mulher do rosto perfeito? Vale a pena ler para
descobrir.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
“Para mim, és perfeita!”
O medo quase me travou. À última, estive para não ir. Temia o
portão fechado, numa rejeição inventada à pressa. Sem avisares que me
esperavas, receavas que eu já não fosse. Mas eu fui e tu estavas lá, de portas
escancaradas, à minha espera. Debaixo do mesmo tecto enfim, deixámos o mundo
lá fora e sorrimos. Do nosso olhar aceso, fez-se luz. Conversas iluminadas
revelaram que sonhamos a cores o mesmo sonho. Um dia, ainda havemos de comer
pipocas de pantufas e caminhar pela praia ao luar. Hoje, trocando beijos por
palavras, disseste: “Para mim, és perfeita!”. E eu, de coração a galope, recebi
esse teu presente, na esperança de desembrulhar o futuro.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Reportagem # 36
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Reportagem # 35
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
As cinquenta sombras de Grey
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| "Fifty shades of Grey", Sam Taylor-Johnson, 2015, 125 min. |
Há
muito que não via uma sala de cinema assim: praticamente lotada às seis e meia
da tarde. Há fenómenos que fazem agitar a economia e só por isso já têm o seu
valor. Quanto ao filme, não tendo lido nenhum dos três romances de E.L. James, não
me pareceu mau. A falta de argumento é claramente compensada pelos cenários
luxuriantes e pelas excentricidades proporcionadas pelo multimilionário
Christian Grey à simplória estudante de literatura Anastasia Steele. De resto,
é fácil entender o poder de atracção que esta narrativa exerce sobre milhões em
todo o mundo. A maioria dos homens gostaria de ser um Grey: um jovem, bonito e
poderoso multimilionário. A maioria das mulheres desejariam ser Anastasia e
conseguir cativar o interesse de um homem assim. Já imaginou ter um helicóptero
à sua espera, rumo a uma noite especial, após um entediante dia de trabalho? Mas,
como não há belo sem senão, Grey esconde um segredo. Ele não é o homem
romântico que a maioria das mulheres desejam, mas um dominador disposto a dar
tudo do bom e do melhor à mulher que aceite ser sua submissa. Sem querer contar
muito mais, posso adiantar que as cenas de sexo não me chocaram. O filme não
tem nada de pornográfico. A sexualidade dos actos é explorada na exibição
sensual da perfeição dos corpos e pouco mais. A violência física é muito relativa
e não chocará ninguém. Já a tristeza da expressão de Grey, ensombrado por uma
infância dura de que não quer falar, pode ser por vezes comovente, sobretudo
quando a meio da noite decide tocar piano. No fundo, ele não é um homem mau.
Apenas alguém marcado por um passado sombrio do qual não consegue libertar-se.
O retrato real de tanta e tanta gente…
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Reportagem # 34
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Reportagem # 33
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Reportagem # 32
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Reportagem # 31
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Reportagem # 30
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Quando não escrevo
Há horas em que sofro de silêncio
agudo. Num acto de egoísmo, engulo as palavras e guardo-as só para mim.
Retenho-as, não sei se na garganta ou na cabeça, apenas porque são palavras
feias que não quero partilhar. Se tivesse alma de génio, como o poeta,
escreveria sempre Sol. Mas, entretanto, chegou o Inverno gritando trovões e há
todo um inferno que se apodera de mim, usurpando a minha colecção de vocábulos
felizes. Quando não escrevo, jogo às escondidas com o pensamento e bebo silêncio
em goles nocturnos de chá, aquecida pelas palavras de um livro.
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