Não te vou dizer adeus. Reservo essa palavra para as
despedidas eternas. Vivemos uma Primavera onde apanhámos flores e avistámos o
arco-íris. Sempre que o Inverno se pôs à espreita, soprámos nuvens e dançámos à
chuva. Tentámos a sorte mas tivemos azar. Deixámos o barco do amor naufragar. Saltámos
borda fora num túnel chamado noite. Só um mergulho na solidão nos poderá
resgatar. Enquanto não abrandar o fôlego nem voltar a raiar o dia, a única luz
ao fundo do tempo será a recordação brilhante do nosso olhar.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Reportagem # 46
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sábado, 6 de junho de 2015
Palmas para Viviane
Três palavras para descrever o concerto a que
assisti ontem à noite: um momento inesquecível. No primeiro de dois
espectáculos comemorativos dos 10 anos de carreira a solo, no Auditório
Municipal de Olhão, Viviane entrou em palco e a sua voz inundou a sala. Num
primeiro tema, sem acompanhamento musical, a cantora afirmou-se serena e
segura, numa confiança que só a maturidade confere. Num estilo único que
entrelaça o melhor do Fado, do Tango e da Chanson francesa, a voz de Viviane
enaltece os seus próprios poemas e outros de grandes nomes como Amália e Ary
dos Santos ou José Luís Peixoto. Sem esquecer uma palavra de gratidão ao tempo
dos “Entre Aspas”, banda da qual foi vocalista durante 15 anos, e ao poeta
olhanense Fernando Cabrita, o momento alto da noite foi a entrada em cena do
couro do Conservatório Municipal de Olhão, a acompanhar o magnífico tema “A vida não chega” do álbum “Amores imperfeitos” de 2005. O jogo
de luzes e os efeitos cénicos, aliados à magia das vozes juvenis, criou um
momento arrepiante e comovente, certamente memorável para todos os que
assistiram. Eu jamais irei esquecer. O concerto repete-se esta noite e será
gravado em vídeo para posteriormente ser transmitido num canal televisivo.
Para saber mais sobre a cantora:
Leia a entrevista
Oiça a discografia
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Reportagem # 45
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Reportagem # 43
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Reportagem # 42
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
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Reportagem # 40
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
Reportagem # 39
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sexta-feira, 3 de abril de 2015
Reportagem # 38
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domingo, 22 de março de 2015
O encanto de Cuca Roseta
Sábado, 21 de Março. Cuca Roseta
entra em palco como se fosse a Primavera, amena e doce. À primeira canção, a
fadista revela-se uma menina-mulher de voz melódica e cristalina. Num timbre
infantil e um estilo muito próprio, interpreta temas seus e de outros grandes
poetas: Amália, Vinicius, Rosa Lobato Faria… Sinto o fado na pele e arrepio-me
muitas vezes. Apetece-me bater palmas com muita força e de pé. Apetece-me
comprar o CD e continuar a ouvir em casa. Apetece-me dizer que o espectáculo no
Auditório Municipal de Olhão foi muito bom. Entrei sem expectativas e saí
impressionada. Nada me admira que a voz de Cuca tenha sido a escolhida para interpretar
a versão portuguesa do tema do filme “Cinderela”. Ela tem toda a graciosidade e o encanto
de uma princesa.
Ora oiçam
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domingo, 8 de março de 2015
Reportagem # 37
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sábado, 7 de março de 2015
Serpentina
![]() |
| "Serpentina", Mário Zambujal, Clube do Autor |
Um
romance breve e ligeiro, de enredo simples, escrito com a mestria de um senhor
das letras. É assim este “Serpentina”, o último livro do escritor português Mário Zambujal, que
acabo de ler. Não há nada de forçado ou artificial na escrita do autor. A sua linguagem
tem a frescura de uma mente juvenil, trocando por miúdos os pensamentos mais complexos.
De leitura rápida, em capítulos curtos, “Serpentina” narra as peripécias de
Bruno Bracelim, um argumentista de séries televisivas “na demanda da bela sem
senão”. Irá ele encontrar a mulher do rosto perfeito? Vale a pena ler para
descobrir.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
“Para mim, és perfeita!”
O medo quase me travou. À última, estive para não ir. Temia o
portão fechado, numa rejeição inventada à pressa. Sem avisares que me
esperavas, receavas que eu já não fosse. Mas eu fui e tu estavas lá, de portas
escancaradas, à minha espera. Debaixo do mesmo tecto enfim, deixámos o mundo
lá fora e sorrimos. Do nosso olhar aceso, fez-se luz. Conversas iluminadas
revelaram que sonhamos a cores o mesmo sonho. Um dia, ainda havemos de comer
pipocas de pantufas e caminhar pela praia ao luar. Hoje, trocando beijos por
palavras, disseste: “Para mim, és perfeita!”. E eu, de coração a galope, recebi
esse teu presente, na esperança de desembrulhar o futuro.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Reportagem # 36
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Reportagem # 35
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
As cinquenta sombras de Grey
![]() |
| "Fifty shades of Grey", Sam Taylor-Johnson, 2015, 125 min. |
Há
muito que não via uma sala de cinema assim: praticamente lotada às seis e meia
da tarde. Há fenómenos que fazem agitar a economia e só por isso já têm o seu
valor. Quanto ao filme, não tendo lido nenhum dos três romances de E.L. James, não
me pareceu mau. A falta de argumento é claramente compensada pelos cenários
luxuriantes e pelas excentricidades proporcionadas pelo multimilionário
Christian Grey à simplória estudante de literatura Anastasia Steele. De resto,
é fácil entender o poder de atracção que esta narrativa exerce sobre milhões em
todo o mundo. A maioria dos homens gostaria de ser um Grey: um jovem, bonito e
poderoso multimilionário. A maioria das mulheres desejariam ser Anastasia e
conseguir cativar o interesse de um homem assim. Já imaginou ter um helicóptero
à sua espera, rumo a uma noite especial, após um entediante dia de trabalho? Mas,
como não há belo sem senão, Grey esconde um segredo. Ele não é o homem
romântico que a maioria das mulheres desejam, mas um dominador disposto a dar
tudo do bom e do melhor à mulher que aceite ser sua submissa. Sem querer contar
muito mais, posso adiantar que as cenas de sexo não me chocaram. O filme não
tem nada de pornográfico. A sexualidade dos actos é explorada na exibição
sensual da perfeição dos corpos e pouco mais. A violência física é muito relativa
e não chocará ninguém. Já a tristeza da expressão de Grey, ensombrado por uma
infância dura de que não quer falar, pode ser por vezes comovente, sobretudo
quando a meio da noite decide tocar piano. No fundo, ele não é um homem mau.
Apenas alguém marcado por um passado sombrio do qual não consegue libertar-se.
O retrato real de tanta e tanta gente…
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Reportagem # 34
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Reportagem # 33
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