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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os audazes



Nós, os que buscamos a paixão a cada passo, ao virar de cada esquina, falamos a mesma língua. Só nós nos entendemos e reconhecemos ao primeiro olhar. Andar pela linha do meio, pé ante pé, não é para nós. As almas transbordantes não gostam de copos meio cheios nem meio vazios. Abominam todo o tipo de planaltos. Ou é montanha ou é planície. Ou é tudo, ou não vale nada. Nós os que, a poder escolher entre o “não dói nada” e o “isto vai doer”, seguimos em frente, sabemos que não doer é sinónimo de não viver, não sentir dor é uma espécie de morte antecipada. Nós, os que arriscamos tudo sabendo que tudo podemos perder, somos os únicos que em dias de sorte podemos ganhar um jackpot. Quem tudo quer, tudo perde. Mas, quem nada quer, nunca ganhou nada.   

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Adeus, marinheiro

Faz hoje uma semana que embarcaste na derradeira viagem. Trajado a rigor, partiste como sempre viveste: depressa demais. Sem tempo para envelhecer. Agora, nunca mais. Nunca mais o teu sorriso alvo. Nem os cabelos grisalhos ao vento, tão alvoroçados como a tua voz. Agora és um vazio que vamos preenchendo de memórias. E tantas que nos deixaste. Eras intenso em tudo o que fazias. “Onde é que andaste embarcada?”, perguntaste-me no dia em que entramos no mesmo barco. Mal sabíamos que era o barco do amor. Nesse tempo, deste-me mundo. E juntos criámos vida. Viverás para sempre num rosto de criança, mistura perfeita dos meus e dos teus traços. A partir de agora, recordar também será viver. De alma ainda esfaqueada, numa anestesia geral dos sentidos, eu prometo: vou continuar-te.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

terça-feira, 28 de julho de 2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Nunca digas adeus

Não te vou dizer adeus. Reservo essa palavra para as despedidas eternas. Vivemos uma Primavera onde apanhámos flores e avistámos o arco-íris. Sempre que o Inverno se pôs à espreita, soprámos nuvens e dançámos à chuva. Tentámos a sorte mas tivemos azar. Deixámos o barco do amor naufragar. Saltámos borda fora num túnel chamado noite. Só um mergulho na solidão nos poderá resgatar. Enquanto não abrandar o fôlego nem voltar a raiar o dia, a única luz ao fundo do tempo será a recordação brilhante do nosso olhar. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

sábado, 6 de junho de 2015

Palmas para Viviane


Três palavras para descrever o concerto a que assisti ontem à noite: um momento inesquecível. No primeiro de dois espectáculos comemorativos dos 10 anos de carreira a solo, no Auditório Municipal de Olhão, Viviane entrou em palco e a sua voz inundou a sala. Num primeiro tema, sem acompanhamento musical, a cantora afirmou-se serena e segura, numa confiança que só a maturidade confere. Num estilo único que entrelaça o melhor do Fado, do Tango e da Chanson francesa, a voz de Viviane enaltece os seus próprios poemas e outros de grandes nomes como Amália e Ary dos Santos ou José Luís Peixoto. Sem esquecer uma palavra de gratidão ao tempo dos “Entre Aspas”, banda da qual foi vocalista durante 15 anos, e ao poeta olhanense Fernando Cabrita, o momento alto da noite foi a entrada em cena do couro do Conservatório Municipal de Olhão, a acompanhar o magnífico tema “A vida não chega” do álbum “Amores imperfeitos” de 2005. O jogo de luzes e os efeitos cénicos, aliados à magia das vozes juvenis, criou um momento arrepiante e comovente, certamente memorável para todos os que assistiram. Eu jamais irei esquecer. O concerto repete-se esta noite e será gravado em vídeo para posteriormente ser transmitido num canal televisivo.  

Para saber mais sobre a cantora:
Leia a entrevista
Oiça a discografia

quarta-feira, 3 de junho de 2015