O sentido da vida é descobrir o que gostamos de fazer, interiorizando um espírito de missão. Depois, é fazer, fazer, fazer, até o fazermos bem. Garantimos a eternidade se nos distinguirmos pelo bem que fizemos no nosso tempo.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
domingo, 4 de dezembro de 2016
Desabafos salteados #1
O tempo envelhece depressa demais.
Quando encontro tempo para dizer bom dia, já é boa noite!
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
terça-feira, 25 de outubro de 2016
SobreViver - o melhor do Escrevo Porque Gosto em livro
Gratidão. A única palavra que me ocorre, ainda nas asas do sonho, é gratidão!
Estou grata a todos os que sempre me leram, que sempre acreditaram em mim, que sempre me incentivaram a continuar, a seguir em frente, a não desviar-me do meu caminho.
Estou grata ao Universo por nesse meu caminho ter colocado todas as pessoas certas, no momento certo, no lugar oportuno, para que tudo culminasse na realização deste sonho.
O caminho não tem sido fácil. Mas acredito, hoje mais do que nunca, que a determinação de um ser humano é a única chave capaz de abrir a porta da felicidade.
Precisamente 7 anos depois, um ciclo de vida depois, o melhor deste blogue ganha uma nova vida e passa para o papel. O livro chama-se SobreViver e estará brevemente disponível!
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
O momento
O que se demora acontece de repente. Na alegria do é agora,
todo o tormento da espera se esvai. Bendito seja o esquecimento! O tempo é tão
relativo quando se deseja o que não chega. Cada dia pode parecer um ano, cada
semana, uma eternidade. E quando surge o momento, aquele que alimentou suspiros
e sonhos, faltam as palavras. A perfeição é tão efémera quanto indescritível.
Quanto tempo dura a felicidade? Um momento. O beijo, até que em fim. A glória
ingénua do canudo na mão. A esperança eterna do sim no altar. O choro feliz que
dá à luz. O pódio. A ribalta. O suspiro que procede do livro editado. O
instante em que a vida, finalmente, acontece.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Âmago destemido
Coração
selvagem, porque não te aquietas? Porque insistes em bater dentro do peito como
um punho cerrado que suplica por ajuda urgente? A fúria de cada
pancada é uma dor líquida que se desfaz em sangue, que o corpo dilui e absorve
como um veneno. Coração vadio, corre desalmado, por caminhos sem volta, por
becos sem saída. Onde pensas que vais? Vai, perde-te, descontrola-te e volta
para mim, como eras dantes: pequenino músculo, dilatado nas surpresas infantis
da inocência.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Um amor maior
Sinto
mais do que sou. Há um amor que me transborda e transcende. Um sentimento que me
esvazia e ao mesmo tempo me preenche. Prisioneira do silêncio, uma palavra tua
e serei salva. Não importa onde estás e o quanto te demoras. A minha paz nasce
da certeza que existes. Fecha os olhos e escuta a força do meu pensamento. Somos
dois focos de luz que na mesma direcção se fundem e ampliam. Só tu me conheces.
Só tu me compreendes. Só tu me podes libertar do aperto triste que o meu peito
carrega. Vem abraço fraterno, princípio de tudo, que nada teme ou receia.
Aperta-me confiante neste amor maior. Maior que a vida. Maior que a morte. Maior
que o tempo que conta a história dos homens.
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terça-feira, 5 de julho de 2016
Repetidamente
Os dias passam,
repetidamente, num folhear rápido de calendário. Esgota-se o tempo em noites
insones e há amanhãs sonhados que teimam em não chegar. Com infinita paciência,
persistem as preces repetidas aos deuses surdos-mudos. Saúde aos doentes,
abundância aos carentes, curas de amor aos que não encontram remédio para as
tristezas mais profundas. Os prazeres efémeros, pagos com sacrifícios
extenuantes, valem o que valem. E, repetidamente, é o cansaço que toma conta de
nós, numa espiral de suor e lágrimas tão inutilmente repetida.
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Vida
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Realidade sonhada
Esta noite, realizei-me num sonho. Encontrei-te num lugar
incógnito a meio do sono. Abri-te a porta, estendi-te a mão e convidei-te a
entrar. Num impulso, saltaste a pés juntos para dentro do meu mundo inventado.
Aproximaste o sorriso e o olhar, até sermos apenas o beijo infinito, capaz de
nos despertar para a vida eterna.
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quinta-feira, 19 de maio de 2016
Destroços vitais
Olha à tua volta e repara: quantas inutilidades acumulas em
teu redor? Ruínas de amores defuntos, mensagens com respostas impossíveis, objectos
sem estante, roupas triplicadas eternamente sem uso. É assim a vida, sempre tão
desarrumada. Ideias que não cabem em gavetas, demasiados assuntos sem espaço ou
resolução. Terás sempre as janelas por onde podes escancarar-te em gritos de
liberdade. Queres ser mais feliz? Rasga papel e oferece-o ao vento. Despe o
guarda-roupa e agasalha os pobres. Limpa todos os teus recantos, escorraçando as
estorvas memórias de pessoas e tempos irrepetíveis. Mais leve, abandonado de ruídos,
caminharás no equilíbrio do silêncio e todos os teus pensamentos serão paz.
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terça-feira, 26 de abril de 2016
A justiça (não) é cega
Depois da liberdade, a justiça é a dignidade maior que um
homem pode experimentar. Que a vida é injusta e que o mundo é dos espertos, somos ensinados a crer. Mas há sempre um dia em que a esperteza não chega, a
astúcia é traiçoeira, a raposa cai no seu próprio ardil e se faz jus à mais
inocente das criaturas. Porque a verdade é lei, a mentira deve-lhe obediência.
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sábado, 9 de abril de 2016
Redenção
Queria
confessar-te que os sinos tocaram dentro de mim naquela noite. Desde o primeiro
instante, olhei-te com um afecto inusitado, sem lugar para porquês. Surgiste
como uma aparição. Um rosto divino tão harmonioso em todas as suas humanas
imperfeições. Meio homem, meio Deus, digno de um pedestal. A ti dirijo a minha
prece ajoelhada que em silêncio grita o teu nome, redentor.
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