Há homens que não envelhecem, apenas amadurecem o encanto, na doçura grisalha com que nos despem com o olhar, ou na subtileza rara com que nos seguram a mão na demora de um beijo nobre. São tão raros esses homens, capazes de arrebatar um suspiro feminino, no eco persistente da sua presença na memória. Homens assim não têm vergonha de pronunciar "minha querida" ou "meu amor". E ainda que sejam breves, ficam para sempre.
por Cláudia Sofia Sousa