De
repente, pareceste-me tão pequeno. Era como se tivesses encolhido e voltado a
ser criança. Ali, aninhado no meu colo, com o peso dos problemas suspenso no
meu regaço, ressonavas baixinho, inspirando tranquilidade. Nunca tínhamos estado
tão perto do amor. Eu podia tocá-lo ao de leve com a ponta dos dedos. Desenhava-lhe
todas as formas, contornando-as. Queria fixá-lo para sempre na forma dos teus
lábios, no desalinho das tuas sobrancelhas, na suavidade tenra das tuas orelhas
adormecidas. De quando em vez, vergava a minha boca ao encontro da tua testa,
fazendo um beijo tocar-lhe como uma pena. Respirava-te e suspirava, na certeza
do fim iminente daquela paz tão confortável, tão difícil de manter. Dorme um
sono grande, meu menino. Em mim, sem pressa e sem medo, poderás sempre
repousar.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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