Naquela noite, a
natureza prendeu-nos nos braços um do outro. Não adianta fugir quando até a
natureza nos empurra na direção da nossa vontade. Há momentos em que devemos
ceder ao ímpeto do desejo e aceitar o inevitável. Esses são os momentos a que
se chama viver. O resto é a passagem do tempo que nos permite crescer e
aprender. É a preparação para os instantes de suprema felicidade que
esperamos durante anos. Enclausurados na
escuridão da casa assombrada, os nossos olhos encontraram-se no clarão de um
relâmpago, fazendo-nos estremecer como o trovão que se seguiu. E foi então que,
num impulso magnético, as nossas bocas se colaram como ventosas. Nessa noite
tenebrosa, ficámos imunes ao medo. E nada mais conhecemos senão o conforto do
amor.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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