Mulher sempre pronta a cuidar e perdoar, sem reservas nem condições. Alguém que tudo dá, sem nada esperar (ou exigir) em troca, porque toda a felicidade passa a nascer da alegria do ser gerado. Alguém capaz de suportar todas as dores, esgotada e faminta, só porque disse sim à maior de todas as missões (e desistir nunca será opção). Alguém eterno e omnipresente, com vida para além da morte, enquanto persistir na memória a ternura do primeiro abraço de amor embalado contra o peito. Mulher insubstituível que, na invisibilidade dos gestos, sem almejar aplausos, vive na esperança da recompensa maior: conseguir oferecer ao mundo um exemplar valor humano.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...
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