Hoje é Domingo. O primeiro dia de uma nova semana. Mas é como se fosse o dia zero, porque ao Domingo não há compromissos. O despertador não toca. O stresse matinal está de folga. O trânsito partiu para parte incerta. Não há reuniões, nem negócios importantes para selar. Hoje é dia de festa. É dia de tomar o pequeno-almoço à mesa. De rebolar nos lençóis fresquinhos e enterrar a cabeça novamente na almofada após o pequeno-almoço. De nos deixarmos afogar numa lassidão sem culpas. É dia de levar meia hora no duche a cantarolar. É dia de estrear roupa domingueira e sapatos novos. É dia de almoçar em família durante horas e horas. É dia de passear com os filhos e ter tempo para os ver saltar e sorrir. É tempo de termos tempo para reparar na sorte que temos por estarmos vivos e sermos gratos por isso. Hoje é Domingo. Hoje é um dia feliz. Hoje é um dia perfeito.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...
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