És
como eu gosto. Que me importam outros olhos e outras vozes. Somos todos sempre
mais do que fazemos parecer. Quero abrir o saco que carregas e espreitar lá
para dentro. Por entre os destroços da vida, posso sempre tentar descobrir tesouros. Os teus gestos têm as cores da Primavera e enchem os meus dias de flores. Os
teus abraços têm cheiro de paz e o aconchego sonhado nos Invernos. Conseguimos
ver o mundo pela mesma lente e somos capazes de olhar juntos na mesma direcção.
Tantas vezes, para quê complicar. Para acreditar, basta sentir. A cada ausência
tua, sinto-me adoecer de saudade. Sou vítima indefesa daquele bichinho que se
alimenta de migalhas de coração. Quando, à tua
passagem, todas as portas se abrem, todas as luzes verdes se acendem, a vida dá-me
um sinal: é hora de avançar, sem olhar para trás. Tudo o que nos faz sentir e ser
pessoas melhores, também pode ser amor.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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