Conhecer-te é também conhecer-me. Entendo melhor os meus actos à luz das tuas reacções. Nas adversidades que ultrapassamos, descubro sempre novos limites e limitações, forças ocultas e fraquezas emergentes. Quero acertar o passo com a vida. Dançar mais e correr menos. Construir futuros acertados anulando erros passados. É em ti, como num espelho, que melhor me revejo. Para o bem e para o mal. Ensinas-me a ler pensamentos e a adivinhar vontades, a antever medos e a suportar fragilidades. Um amor, quando nasce, abre caminhos, quando cresce, faz florescer trepadeiras infinitas de chegar sempre mais alto e mais longe. É na distância que mais te encontro, em toda a falta que me fazes. A vida está cheia de estranhas réguas de medir sentimentos. Sei mais de mim sempre que te reconheço um erro. Hoje sei que errar é o pretérito imperfeito do verbo aprender.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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