O medo quase me travou. À última, estive para não ir. Temia o
portão fechado, numa rejeição inventada à pressa. Sem avisares que me
esperavas, receavas que eu já não fosse. Mas eu fui e tu estavas lá, de portas
escancaradas, à minha espera. Debaixo do mesmo tecto enfim, deixámos o mundo
lá fora e sorrimos. Do nosso olhar aceso, fez-se luz. Conversas iluminadas
revelaram que sonhamos a cores o mesmo sonho. Um dia, ainda havemos de comer
pipocas de pantufas e caminhar pela praia ao luar. Hoje, trocando beijos por
palavras, disseste: “Para mim, és perfeita!”. E eu, de coração a galope, recebi
esse teu presente, na esperança de desembrulhar o futuro.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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