O que mais importa, não é o lugar,
é a companhia. Será dia de festa sempre que estivermos juntos, seja qual for a
data no calendário. Celebrar as doze badaladas é tão pouco quando os nossos
corações não podem dançar. A música que toca embala-nos os sentidos e
adormece-nos o pensamento. Os sonhos procuram sempre a escuridão para nascer.
No novo dia de um ano novo despertaremos com asas. Ao amanhecer saberemos voar
na direcção certa do amanhã. Quando formos mãos e lábios colados, seremos a celebração do
que mais importa.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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