Sinto
mais do que sou. Há um amor que me transborda e transcende. Um sentimento que me
esvazia e ao mesmo tempo me preenche. Prisioneira do silêncio, uma palavra tua
e serei salva. Não importa onde estás e o quanto te demoras. A minha paz nasce
da certeza que existes. Fecha os olhos e escuta a força do meu pensamento. Somos
dois focos de luz que na mesma direcção se fundem e ampliam. Só tu me conheces.
Só tu me compreendes. Só tu me podes libertar do aperto triste que o meu peito
carrega. Vem abraço fraterno, princípio de tudo, que nada teme ou receia.
Aperta-me confiante neste amor maior. Maior que a vida. Maior que a morte. Maior
que o tempo que conta a história dos homens.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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