Num segundo, cortaram-nos o cordão e eu chorei. No clarão que me invadiu o sono, vi-me a atravessar a solidão da vida e tive medo. Quis de volta o teu colo, mãe, o teu ventre para me esconder de todas as dores que já me espreitavam logo ali. Tive tanto medo da vida, mãe, que voltei a chorar. Chorei muito. Mas tu, mãe, cuidaste de mim, como ainda hoje desejo que cuides todos os dias. Quem me dera, que ainda me pudesses pegar ao colo, mãe, sempre que o medo espreita, de todos os ângulos da vida. Para que num suspiro, mãe, eu voltasse à inocência, embalada pela paz que só existe no aconchego do teu seio.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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