Que liberdade é esta que não nos deixa sorrir? Insistem em colocar-nos cravos na boca, com o intuito de silenciar as balas que precisamos expelir. A democracia nascida da revolução deixou de gostar dos revolucionários. A verdade é um conceito em desuso e quem a enverga torna-se criminoso. Querem anestesiar-nos com festas e cânticos e flores, como se a fome se alimentasse de circo. Liberdade deve rimar com dignidade mas somos mais pobres hoje que ontem, tão prisioneiros como os que ousaram enfrentar a tal ditadura. Quase meio século de vergonha celebramos hoje, tão longe das promessas de quem sonhou um outro abril.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...
Comentários
Enviar um comentário
Se gostou deste artigo, ou tem uma palavra a acrescentar, agradeço imenso que deixe o seu comentário.