Faz hoje uma semana que embarcaste na derradeira
viagem. Trajado a rigor, partiste como sempre viveste: depressa demais. Sem
tempo para envelhecer. Agora, nunca mais. Nunca mais o teu sorriso alvo. Nem os
cabelos grisalhos ao vento, tão alvoroçados como a tua voz. Agora és um vazio
que vamos preenchendo de memórias. E tantas que nos deixaste. Eras intenso em
tudo o que fazias. “Onde é que andaste embarcada?”, perguntaste-me no dia em
que entramos no mesmo barco. Mal sabíamos que era o barco do amor. Nesse tempo,
deste-me mundo. E juntos criámos vida. Viverás para sempre num rosto de
criança, mistura perfeita dos meus e dos teus traços. A partir de agora,
recordar também será viver. De alma ainda esfaqueada, numa anestesia geral dos
sentidos, eu prometo: vou continuar-te.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

Eu acho que o texto está espectacular. Gostava de poder expressar o que sinto pelo meu irmão, da mesma forma. Mas os pensamentos estão cá dentro e saem para fora numa explosão continua de alegria e de tristeza. O que fazer? Seguir em frente com passos pequenos e desequilibrados numa tentativa de viver de novo sem um grande pedaço de nós. Adoro-te meu irmão. Estarás sempre aqui num cantinho do meu coração, como tive oportunidade de te dizer. Até sempre.
ResponderEliminarPerpetuar e honrar a sua memória, é tudo o que podemos fazer. Este pequeno texto é apenas um começo.
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