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Fast Love


Plim!
Conheceram se online
E houve logo um clique
Primeiras mensagens
Sorrisos acesos
A esperança a renascer
A solidão a desvanecer

Na virtualidade dos dias
Intervalos felizes
Um entusiasmo desperto
No adormecer das dores da vida

Despertares enérgicos
E tarefas velozes
Na ânsia de palavras cruzadas
Cliques poéticos de adivinhar sonhos
A mesma canção a convidar para dançar

A promessa de um abraço embrulhado no calor de uma mantinha...
A utopia de um amor perfeito!
O teclado apressa se
Na urgência de um encontro
Já só querem fugir
Para os braços um do outro
Num divertido toca e foge
Entre o desejo e o medo
Finalmente, um convite:
Jantamos?
Sim, claro, porque não?
Dizem que a realidade supera a ficção
Porque não? Porque não? Porque não?
Sim, vamos!
Encontram se num abraço
Afinal, são de carne e osso
Confirmam se
Existem mesmo
São reais e estão tão vivos!
Viagem de olhares e silêncios risonhos
Abraços, abraços, abraços...
Os olfatos a tatearem se
Em busca de sintonia
Sim! Gosto! Bom apetite!
As bocas alimentam se
Antes de se provar
Uma troca de garfadas românticas
Antes da coragem do beijo
Antes do princípio do fim
No limite da dúvida
Será bom?
É tão bom, não foi?
O desejo acelera a digestão
A viagem de regresso é veloz
Os corpos rendem se à vontade
Enquanto os problemas do mundo
Caem no esquecimento
Para onde foi o frio?
São duas fontes de calor
A serpentear, serpentear, serpentear...
Beijos redondos
Abraços infinitos
Pensamentos vazios
Uma explosão de prazer imediato!
E depois?
Depois?
Foi estranho, não sei.
É melhor não. Vamos fugir?
Não queremos repetir.
Afinal, a beleza é efémera
E não permite consumos rápidos.
Oh pah! É tão bom, não foi?
Pois, temos pena!
Fim de conversa.
Ponto final, parágrafo.
Mudar de linha. Virar a página.
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