Os hábitos moldam-nos. Limitam-nos os desejos e as vontades.
Nada é mais seguro e tranquilo que viver no casulo. Mas o Mundo gira, o tempo
voa e sempre chega a hora da borboleta. Chama-se efémera, o nome do tempo que
dura a felicidade. Descobre que voar tem tanto de mágico como de assustador.
Mas ser feliz é planar em equilíbrio, aquele ponto no qual estamos alinhados
com o universo, não pendemos para lado nenhum, a não ser para o nosso centro
vital, onde um coração, no compasso certo, conta o tempo mais devagar. Não
tenhas medo, lagarta! Ainda que venhas a ser efémera, terás conhecido o voo da
felicidade.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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