Nem sonhas quantos beijos te dei hoje. Os meus lábios já sabem desenhar o teu rosto. Mas é só um esboço, um retrato impossível que fico a imaginar. Detenho-me e demoro-me na perfeição da tua boca e sonho o perigo de um dia perder-me nos segredos dessa gruta. Preciso acreditar nos milagres que fazem o amor sempre vingar. Ainda que tenha de morrer por um abraço teu, nenhum sacrifício será maior que a penitência de continuar a viver sem respirar a tua pele.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...
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