Andamos ocupados demais. Precisamos parar e olhar mais uns para os outros. Todos os dias nos nascem rugas sem que uma carícia as confirme. Não há dia que passe sem que, na imensidão imparável de objetivos e metas, haja um momento no qual nos sentimos irremediavelmente sós. Quantos dias terminamos sem um abraço, sem um desabafo chorado ao ombro, sem uma gargalhada coberta pelos lençóis? Precisamos parar mais, frente a frente, olhos nos olhos, mãos nas mãos, nariz na pele, ofegantes, boca a boca. Desvirtualizar a vida e voltarmos a ser, simplesmente, o que nascemos para ser: humanos.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...
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