E morrem pessoas e pessoas. Números e
números. E por vezes um escritor, um médico, um artista. Hoje foi o Sepúlveda.
Alguém com nome que será lembrado pelo trabalho exemplar. O resto são multidões
anónimas, montanhas de números, nesta chuva de notícias que nos inunda os dias,
numa primavera sem flores. Estamos todos reféns da raiva de um vírus, serial
killer imprevisível e indomável, que nos retém em cativeiro, a contar caixões à
distância, sem direito a despedidas, na espera infinita dos dias que ainda
faltam para o recomeço do futuro.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...

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