É tempo de sair do casulo e arriscar ser borboleta, mesmo sabendo que as asas já nos foram cortadas há muito. Arrastemo-nos adiante, com o peso de uma responsabilidade solitária que ninguém quer dividir nem partilhar, na direção de um horizonte incógnito. Seremos responsáveis quanto baste para não voltar a regredir, quando é esse o sinal que a Europa nos dá, reconfinando outra e outra vez? Aprendamos de vez o equilíbrio entre o tudo ou nada, para sermos exemplo a seguir. Não será por acaso que liberdade rima com responsabilidade. Saibamos ser livres sem deitar tudo a perder. Que todos estes dias de reclusão nos tenham ensinado ao menos o respeito pela vida uns dos outros. Que todo o caminho possa, ainda que lento e penoso, ser definitivamente em frente.
Saborear um fruto exótico pode ser uma experiência inesquecível mas longe do alcance de todas as carteiras Há quem diga que a melhor forma de conhecer um local e as suas gentes é deambular a pé pelas ruelas que se entrecruzam à nossa volta e visitar o mercado municipal. E foi isso mesmo que fiz no primeiro dia de visita ao Funchal. Saio do hotel, localizado no coração do centro histórico, e começo a atravessar ruas aleatoriamente. Começo por seguir pela principal e depois arrisco atalhos pelas perpendiculares, à procura de pessoas e de casas com portas e janelas entreabertas por onde possa espreitar. Liberto toda a curiosidade que se esconde em mim e dou-lhe trela. Quero que seja ela a puxar por mim e por isso deixo-me guiar pelo seu instinto. Sem que tenha andado mais de 500 metros, dou comigo à entrada do mercado municipal. Na fachada leio a inscrição “Mercado dos Lavradores”, mas depressa descubro que este mercado é sobejamente conhecido pelo mercado das flores. Basta atravessar o p...
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