Mergulho num desejo transatlântico que me faz ondular o sangue, ao ritmo das palavras que vão e vêm. Experimento a saudade de um futuro desconhecido que se augura risonho, pela mão de um explorador de sonhos que um dia se fez homem. Embarco sem bilhete de ida nem volta, no caminho marítimo para a felicidade. Se encontrar terra firme, um porto de abrigo, só desejo ancorar o coração.
Os dias passam velozes mas o tempo parece não avançar. As soluções demoram, ninguém trava a morte, o cárcere dos dias é uma asfixia doméstica sem direito a balões de oxigénio. Resta-nos fechar os olhos e apelar à imaginação: estar aonde não estamos, ir aonde não vamos. O pensamento pode ser o pior ou o nosso melhor aliado. As saudades têm nome e rosto e os beijos e abraços são promessas dolorosas por cumprir. Queremos todos o mesmo. O que mais desejamos é que este tempo passe e o mundo avance para outra realidade. Uma vida nova, sem distâncias de pele, na qual nos possamos voltar a cheirar e tocar ao sabor do desejo.
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