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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Amnésia nocturna


Procuro o silêncio para pensar-te


Ou busco uma melodia triste

E choro-te baixinho



Um choro escondido de ferida exposta

Um choro abafado de almofada



A dor que me rasga o peito

É o grito que não sei dar

É a música demasiado alta

Que ecoa pela caverna funda

Onde o coração encolhido se esconde



A pele é a pauta por onde dançam as notas

Como se fossem de novo teus dedos

Arrepio-me!

E o som ganha força de pranto



Penso-te e choro-te baixinho

Batendo à porta da noite

Só ela pode acolher-me

E apagar-me a memória breve

Do que não consigo esquecer

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