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sábado, 3 de agosto de 2013

As horas


Estamos tão certos
Como dois ponteiros
Que se encontram nas horas

Somos meia-noite
Somos meio-dia
Badalamos na euforia
De estarmos de novo juntos

Ao mesmo ritmo
Contamos segundos
E sentimos mudos
A certeza que se repete
E nos une
Cantada a badaladas

Afastados, giramos
Somos dois
E depois,
Num segundo
Pára o mundo
Para num abraço
Voltarmos a ser um só

Somos meia-noite
Somos meio-dia
Somos a pura magia
Dos breves reencontros

Havemos de trocar as voltas
Às horas da vida
Para que ela nos seja longa,
Esticada, comprida
Para sermos dias e noites pegadas
Luares e alvoradas
Até ao fim

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